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« dezembro 2006 | Main | fevereiro 2007 » janeiro 28, 2007 Cerca de 1,5 milhão de "ibero-americanos" estavam morando na Espanha em janeiro de 2006. Cécile Chambraud Pé ante pé, os latino-americanos se instalaram maciçamente na Espanha ao longo dos últimos seis anos. Junto com os marroquinos (530.000) e os romenos (380.000), eles estão no coração da poderosa e rápida corrente de imigração que, desde o final da década passada, contribui para modificar em profundidade a sociedade espanhola. Vindos do Equador (500.000), da Colômbia (270.000), da Bolívia (135.000), do Peru ou da República Dominicana, eles constituem a metade da imigração que não é oriunda da comunidade européia. Os "ibero-americanos" passaram de 190.000 em 2000 para 1,5 milhão em janeiro de 2006. Em Madri, onde o seu número oscila entre 300.000 e 400.000, ou seja, mais de um décimo da população, os seus traços geralmente pré-colombianos conferem a certos bairros de Tetuán, de Usera ou de Ciudad Lineal uma aparência andina. Eles escolheram a Espanha para ser seu novo mundo e estão apenas começando a se implantar no país. Sentados no pequeno sofá da Acobe, uma associação de ajuda aos bolivianos, Hector e Elvira Fernández não se mexem. Eles têm o semblante amarrado e tenso de pessoas para quem as coisas não estão correndo do jeito que elas queriam. Foi ela a primeira a ter deixado a região de Cochabamba, em fevereiro de 2004. O seu filho primogênito estava concluindo seus estudos secundários e ele queria seguir carreira no colégio militar. Mas, para tanto, é preciso pagar, "assim como por tudo na Bolívia: pela escola, pelo hospital, por tudo", insiste Hector. Em sua cidade, os salários miseráveis não lhes permitiam juntar dinheiro o bastante para fazer com que o seu filho pudesse estudar. Detentora do endereço de um conhecido da família em Madri, Elvira pegou o avião. Ela começou trabalhando nos domicílios de particulares, das 8h às "23h ou meia-noite, eram eles que decidiam". A sua remuneração era de 600 euros (R$ 1.659) mensais, dos quais 150 euros (R$ 414,75) serviam para pagar o aluguel do seu quarto. "Fiquei nessa situação durante três meses, entre o choro o desespero", recorda-se. Ela acabou chamando o seu marido, que veio para ficar com ela, deixando os seus dois filhos entregues à própria sorte, cuidando deles mesmos. Continue reading 'Os latinos no "melting pot" espanhol' |
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