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   outubro 29, 2008   


Newton Campos

A documentação multimídia do IE foi liberada para todas aquelas pessoas interessadas em usá-la por meio de uma licença Creative Commons. A Documentação está disponível tanto em espanhol como em inglês, e está composta por mais de 100 módulos que cobrem todas as áreas de gestão. Estes módulos incluem casos práticos, simuladores, jogos on-line, gráficos interativos e exercícios.

Esta documentação não foi desenhada para ser usada usada em formato de auto-estudo, mas sim para apoiar as classes dirigidas por um professor preparado para usá-la. Se alguém possui interesse em fazer uso institucional desta documentação, pode entrar em contato com o IE, escrevendo em inglês ou espanhol para: multimedia@ie.edu.


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Posted on 29 outubro 2008 in IE News | Permalink | Comments (0)

   outubro 25, 2008   


Newton Campos

Brasil pode ganhar poder com "nova ordem mundial", dizem especialistas
fonte: BBC Brasil
foto: Victor Oliveira

A crise econômica mundial está provocando mudanças profundas na geopolítica e, nesse novo cenário, o Brasil pode assumir um papel de maior destaque, afirmaram especialistas reunidos nesta sexta-feira em São Paulo.

Segundo o historiador Paul Kennedy, da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, o "momento unipolar" (expressão cunhada pelo analista Charles Krauthammer) surgido após a Guerra Fria, em que os Estados Unidos assumiram uma posição de grande poder, dá mostras de estar chegando ao fim.

Diretor de Estudos de Segurança Internacional de Yale, Kennedy atraiu atenção mundial no final da década de 80, ao lançar o livro Ascensão e Queda das Grandes Potências, em que discutia o declínio dos Estados Unidos.

De acordo com o professor, se no aspecto militar os Estados Unidos continuam sendo uma grande potência, na área econômica e de finanças o cenário é diferente.

"Mesmo antes da crise dos mercados de subprime já era possível perceber uma mudança de poder, com a crescente influência de outras partes do mundo, como a Ásia", disse Kennedy, um dos palestrantes da conferência "Mudanças na balança de poder global: perspectivas econômicas e geopolíticas", promovida pelo Centro de Estudos Americanos da FAAP e pelo Instituto Fernando Henrique Cardoso.

Segundo Kennedy, a atual crise deve marcar o início de um mundo multipolar, no qual os países são interdependentes e estão interconectados. "A crise mostrou que o Fed já não pode agir sozinho", disse. "Os países devem trabalhar juntos".

Com essa nova realidade, disse Kennedy, ganha cada vez mais importância o chamado "soft power" --termo criado pelo professor de Harvard Joseph Nye para definir o poder de uma nação de influenciar e persuadir, sem uso de força militar, mas pela diplomacia.

Entre os países que poderiam exercer esse tipo de influência, os especialistas citam o Brasil.

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De acordo com o ex-ministro da Fazenda Pedro Malan, que também participou da conferência, apesar de o Brasil não ter poder militar, tem relevância na área de cooperação econômica e pode exercer o "soft power".

China

Nessa nova geografia política e econômica que se desenha, a China tem papel de destaque.

Para o especialista em teoria financeira Zhiwu Chen, professor de Finanças em Yale, a China poderá emergir mais forte da crise, em posição de liderança.

Chen disse, porém, que o governo chinês não está preparado para assumir essa liderança no cenário internacional.

Não acredito que a ascensão da China represente uma ameaça para os Estados Unidos", afirmou. "Os dois estão interligados.

Segundo Chen, com reservas de quase US$ 2 trilhões, a China pode ajudar os países mais atingidos pela crise e também parceiros comerciais importantes, como o Brasil.

Chen disse que a crise deverá ter um forte impacto na economia da China no curto prazo, afetando especialmente o setor de exportações.

"No entanto, (a crise) poderá ser também uma grande oportunidade para a China", disse Chen. "Deverá forçar o governo a promover mais reformas fundamentais."

O especialista afirmou ainda que, apesar das mudanças provocadas pela crise, "não se deve subestimar a habilidade da economia e da sociedade americana de corrigir erros".

"Eles conseguiram sair da Grande Depressão ainda mais fortes", disse.

Mudanças

O consenso entre os especialistas que participaram da conferência é de que as relações entre os países não serão as mesmas depois da crise.

De acordo com embaixador Sergio Amaral, diretor do Centro de Estudos Americanos da FAAP, meio ambiente, terrorismo e energia serão algumas das preocupações conjuntas do mundo multipolar.

Para Amaral, há indícios de "fadiga" do processo de globalização. Além disso, na sua opinião, o mundo depois da crise tende a ser marcado pela "volta da regulação estatal, o fechamento das economias e muros contra a imigração".

O diretor de publicações do Centro para o Estudo da Globalização da Universidade de Yale, Nayan Chanda, disse que o mundo atual está baseado em quatro pilares: sistema capitalista, equilíbrio nuclear, manutenção da governança por meio da ONU e o sistema de comércio global. "Os quatro estão abalados", afirmou.

De acordo com Chanda, o equilíbrio do poder nuclear foi quebrado com o surgimento de novos países nesse cenário, como Israel, Índia, Paquistão, Coréia do Norte e, possivelmente no futuro, Irã.

O comércio global também dá sinais de enfraquecimento, principalmente após o fracasso das negociações da Rodada Doha, afirmou Chanda.

Ele citou ainda o aumento do protecionismo e do sentimento contrário aos imigrantes como aspectos do novo cenário mundial.

Nessa nova realidade, Chanda destacou a rapidez com que os países reagiram à crise, a diáspora que faz com que a população mundial tenha se espalhado e pode ser uma barreira contra o nacionalismo, e o papel de destaque das comunicações no sentido de integrar o mundo.


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Posted on 25 outubro 2008 in Economia | Permalink | Comments (0)

   outubro 23, 2008   


Newton Campos

Espanha precisará de 100 mil imigrantes qualificados ao ano
País precisará de cifra anualmente até 2020, diz relatório; área da informática impulsiona demanda
Fonte: BBC Brasil / O Estado de S. Paulo

MADRI - O governo espanhol está vetando a entrada de trabalhadores estrangeiros, mas admitiu que a economia nacional precisa deles. Segundo o Relatório Anual da Imigração na Espanha lançado nesta quarta-feira, o país precisará de 100 mil imigrantes com formação universitária por ano até 2020.

Em lugar dos habituais trabalhadores dos setores de construção e serviço, a economia espanhola necessita de profissionais qualificados, principalmente nas áreas de tecnologia, saúde e telecomunicações. O informe apresentado pela consultoria Etnia Comunicação com aval da Secretaria de Estado de Imigração avisa que "o descenso drástico dos fluxos migratórios teria um impacto sócio-econômico muito negativo para a Espanha". De acordo com o relatório, o país está reestruturando sua indústria, empurrado pela crise, e o maior investimento em setores tecnológicos exige maior número de profissionais e com melhor nível de formação.

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A Associação de Empresas de Tecnologia da Informação e Telecomunicações (AETIT) confirma que faltam trabalhadores, não só pelo aumento da demanda com o crescimento de companhias relacionadas à informática, mas pelo que os espanhóis chamam de fuga de talentos - que significa a emigração de profissionais qualificados para outros países. O Anuário indica que seis em cada dez trabalhadores espanhóis com alto nível de formação vão para os Estados Unidos em busca de melhores condições de trabalho.

"A Espanha necessita mudar seu modelo econômico e está perdendo a oportunidade de crescer porque aqui é muito complicado trazer e manter imigração de talento. Precisamos de um futuro baseado na alta qualificação do emprego", disse o presidente da AETIT, Jesus Banegas na entrevista coletiva de apresentação do relatório em Madri.

Engenharia e saúde

Só para o setor de engenharia de telecomunicações já estão faltando 25 mil trabalhadores. A demanda tende a aumentar porque na última década o número de engenheiros recém-formados nas faculdades espanholas caiu em 20%. A área da saúde também precisará de mais trabalhadores. Segundo o relatório, o envelhecimento da população e o surgimento de novos hospitais particulares vão requisitar médicos, enfermeiros e assistentes nos próximos anos.

A procura neste setor chegou a provocar uma ameaça do Governo da Catalunha ao Ministério da Saúde: contratar médicos estrangeiros mesmo que seus diplomas não sejam homologados, se a província ficar sem profissionais suficientes. Os cálculos dos autores do anuário coincidem com as previsões da OCDE e do Banco Central Europeu. Para manter a economia espanhola competitiva serão necessários 430 mil trabalhadores estrangeiros até 2012 e um total de 1,3 milhão até 2020.

A secretária de Estado de Imigração, Consuelo Rumí que participou da apresentação do relatório, ouviu as queixas dos empresários que acusaram o governo de dificultar a contratação de imigrantes. No início de outubro o Ministério do Interior até anunciou a proibição desta atividade e lançou um plano de ajuda para que os estrangeiros voltem aos seus países. Rumí respondeu que o governo é "flexível e tem capacidade de adaptação às mudanças de nossa realidade". Mas, por enquanto, não haverá novas políticas para os imigrantes "porque o aumento do desemprego nos últimos meses leva necessariamente a concentrar os esforços em satisfazer as demandas com os trabalhadores que já estão na Espanha".

O relatório cita ainda outras áreas onde haverá demanda de trabalhadores estrangeiros. Em geral, a demandas será por profissionais de formação técnica de nível médio, como eletricistas, soldadores e técnicos de manutenção de equipamentos de engenharia. Os autores do anuário advertiram que o envelhecimento da população européia "é um fato irreversível e em menos de 10 anos as pessoas com mais de 40 anos serão maioria em todo o continente".

Por isso a Espanha precisará de 157 mil novos trabalhadores por ano até 2020. E o número de jovens espanhóis com idade para entrar no mercado de trabalho é cada vez menor. Passaram de 664 mil em 1991 para 369 mil em 2007.


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Posted on 23 outubro 2008 in Economia | Permalink | Comments (0)

   outubro 22, 2008   


Newton Campos

UE aprova 'Blue Card' para imigrantes qualificados em 2011
Visto de longa permanência será concedido de acordo com a necessidade profissional de cada país do bloco
Fonte: O Estado de S. Paulo

BRUXELAS - Os países da União européia alcançaram nesta quarta-feira, 22, um princípio de acordo para colocar em vigor a partir de 2011 o chamado "Blue Card", visto de longa permanência para mão-de-obra qualificada.

O Blue Card, válido no máximo por quatro anos, estabelece a imigração seletiva, ou seja, a atração de imigrantes qualificados ou que atuem em profissões nas quais há carência de mão-de-obra na Europa que tem como critério a renda do candidato a imigrante em seu país de origem. Para o obter o visto, comparado com o green card americano, os aspirantes devem cumprir uma série de requisitos, como ter diploma universitário ou experiência profissional de 5 anos na área e ter um salário 50% maior do que a renda média do país em que trabalhará.

O visto especial facilitará que as famílias dos candidatos qualificados vivam na Europa. Depois de 18 meses trabalhando com o Blue Card em um Estado do bloco, o imigrante terá permissão para se mudar com sua família para trabalhar em outro país europeu, mas ele deverá pedir uma nova permissão um mês antes de sua chegada. Os governos poderão negar os pedidos com base em suas necessidades de mercado ou excedo de cotas de imigração.



Na semana passada, o bloco aprovou outra etapa de sua polêmica política de "imigração seletiva",o Pacto Europeu de Imigração e Asilo, tema de interesse direto dos países latino-americanos. Ele é um instrumento que na prática se traduzirá no aumento do rigor contra imigrantes clandestinos e, ao mesmo tempo, na atração de trabalhadores altamente qualificados para a Europa. Na Espanha, latino-americanos formam 50% do contingente de novos imigrantes todo ano.

O pacto reforça a luta contra clandestinos e o controle de fronteiras, estipula a exigência de visto biométrico - com fotografia e impressões digitais - a partir de 2012, endurece os critérios para reagrupamento familiar (uma das principais fontes de imigração no continente) e veta a regularização maciça por um país membro, como a realizada na Espanha no início da década. A nova legislação também encoraja partidas voluntárias de imigrantes ao seu país de origem, autoriza a expulsão de menores de idade e prolonga o tempo de detenção de ilegais para até 18 meses.

As restrições à imigração são um tema delicado na Europa em razão do grande número de estrangeiros que chegam ao bloco todo ano. Na Alemanha, eles já são 8,9% da população economicamente ativa, e 6,6% na Espanha. O tema também interessa cada vez mais a América Latina. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 725 mil latino-americanos, em sua maioria jovens em idade de trabalho, vivem na Espanha. Outros 220 mil residem na Itália. Na França, eles seriam 85 mil; em Portugal, 67 mil.

Em razão do fluxo contínuo de imigrantes, o pacto causa protesto de autoridades latino-americanas, entre elas o do governo brasileiro. Em declarações públicas sobre o assunto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva definiu a medida como "xenófoba". "O outro lado do oceano desencadeia odiosa perseguição aos latino-americanos, muitas vezes cercada de conteúdos racistas", disse Lula. Hugo Chávez, presidente da Venezuela, ameaçou cortar seu fornecimento de petróleo para a Europa, que representa 0,95% do consumo do Velho Continente.

(Com Andrei Netto, de O Estado de S. Paulo)


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Posted on 22 outubro 2008 in Economia | Permalink | Comments (0)

   outubro 10, 2008   


Newton Campos

Many people – foreigners – are asking me about how the Brazilian Economy is doing and how deep it will be affected by this incredible crisis. Usually I write in Portuguese in this blog because it is intended to Brazilian alumni of IE. However, I feel like I must say something to other IE alumni worldwide.

I may be an optimistic, besides I am Brazilian. But as a person who does not support Lula government entirely and simply has been reading newspapers and following the Brazilian news and economy for the last 10 years together with my studies (MBA and PhD) I must say I do not see strong reasons to believe the Brazilian economy will be largely affect by this crisis. In fact, I think after all this crisis will be fine to Brazil in a medium term, relatively speaking (I will explain why is that later).

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Brazil did not put in motion the necessary reforms to make the country both more integrated to world economy and make our market more business friendly. We may call that luck. In fact, some small reforms have been done but not structural ones yet. As a consequence, Brazil still is quite bureaucratic as a State, with trade barriers affecting and distorting our trade with the world. It is true that Brazil exports a lot of commodities but the country do not depend on these exports to move its market today.

A great part of the growing Brazil is experimenting today is depending on internal growth and although its taxes are among the highest in the world both companies and government are making money; so are citizens. Besides, as a huge food producer Brazil will not be as affected as other commodity producers because people can avoid using cars or build houses for a while but people can’t avoid eating. This is all I can say today. Besides this point I am totally guessing.

So, the probable positive part of this story resides in the fact that after proving Brazil was not strongly affected by this crisis; the country will attract attention and could gain self-confidence to use resources that were obstructed or locked up during the crisis. What do you think about this reasoning? Will Brazil became the next booming China? This was a short but provocative thought I would like to share with you.


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Posted on 10 outubro 2008 in Economia | Permalink | Comments (0)


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