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« setembro 2008 | Main | novembro 2008 » outubro 29, 2008 A documentação multimídia do IE foi liberada para todas aquelas pessoas interessadas em usá-la por meio de uma licença Creative Commons. A Documentação está disponível tanto em espanhol como em inglês, e está composta por mais de 100 módulos que cobrem todas as áreas de gestão. Estes módulos incluem casos práticos, simuladores, jogos on-line, gráficos interativos e exercícios. Esta documentação não foi desenhada para ser usada usada em formato de auto-estudo, mas sim para apoiar as classes dirigidas por um professor preparado para usá-la. Se alguém possui interesse em fazer uso institucional desta documentação, pode entrar em contato com o IE, escrevendo em inglês ou espanhol para: multimedia@ie.edu. outubro 25, 2008 Brasil pode ganhar poder com "nova ordem mundial", dizem especialistas A crise econômica mundial está provocando mudanças profundas na geopolítica e, nesse novo cenário, o Brasil pode assumir um papel de maior destaque, afirmaram especialistas reunidos nesta sexta-feira em São Paulo. Segundo o historiador Paul Kennedy, da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, o "momento unipolar" (expressão cunhada pelo analista Charles Krauthammer) surgido após a Guerra Fria, em que os Estados Unidos assumiram uma posição de grande poder, dá mostras de estar chegando ao fim. Diretor de Estudos de Segurança Internacional de Yale, Kennedy atraiu atenção mundial no final da década de 80, ao lançar o livro Ascensão e Queda das Grandes Potências, em que discutia o declínio dos Estados Unidos. De acordo com o professor, se no aspecto militar os Estados Unidos continuam sendo uma grande potência, na área econômica e de finanças o cenário é diferente. "Mesmo antes da crise dos mercados de subprime já era possível perceber uma mudança de poder, com a crescente influência de outras partes do mundo, como a Ásia", disse Kennedy, um dos palestrantes da conferência "Mudanças na balança de poder global: perspectivas econômicas e geopolíticas", promovida pelo Centro de Estudos Americanos da FAAP e pelo Instituto Fernando Henrique Cardoso. Segundo Kennedy, a atual crise deve marcar o início de um mundo multipolar, no qual os países são interdependentes e estão interconectados. "A crise mostrou que o Fed já não pode agir sozinho", disse. "Os países devem trabalhar juntos". Com essa nova realidade, disse Kennedy, ganha cada vez mais importância o chamado "soft power" --termo criado pelo professor de Harvard Joseph Nye para definir o poder de uma nação de influenciar e persuadir, sem uso de força militar, mas pela diplomacia. Entre os países que poderiam exercer esse tipo de influência, os especialistas citam o Brasil.
De acordo com o ex-ministro da Fazenda Pedro Malan, que também participou da conferência, apesar de o Brasil não ter poder militar, tem relevância na área de cooperação econômica e pode exercer o "soft power". China Nessa nova geografia política e econômica que se desenha, a China tem papel de destaque. Para o especialista em teoria financeira Zhiwu Chen, professor de Finanças em Yale, a China poderá emergir mais forte da crise, em posição de liderança. Chen disse, porém, que o governo chinês não está preparado para assumir essa liderança no cenário internacional. Não acredito que a ascensão da China represente uma ameaça para os Estados Unidos", afirmou. "Os dois estão interligados. Segundo Chen, com reservas de quase US$ 2 trilhões, a China pode ajudar os países mais atingidos pela crise e também parceiros comerciais importantes, como o Brasil. Chen disse que a crise deverá ter um forte impacto na economia da China no curto prazo, afetando especialmente o setor de exportações. "No entanto, (a crise) poderá ser também uma grande oportunidade para a China", disse Chen. "Deverá forçar o governo a promover mais reformas fundamentais." O especialista afirmou ainda que, apesar das mudanças provocadas pela crise, "não se deve subestimar a habilidade da economia e da sociedade americana de corrigir erros". "Eles conseguiram sair da Grande Depressão ainda mais fortes", disse. Mudanças O consenso entre os especialistas que participaram da conferência é de que as relações entre os países não serão as mesmas depois da crise. De acordo com embaixador Sergio Amaral, diretor do Centro de Estudos Americanos da FAAP, meio ambiente, terrorismo e energia serão algumas das preocupações conjuntas do mundo multipolar. Para Amaral, há indícios de "fadiga" do processo de globalização. Além disso, na sua opinião, o mundo depois da crise tende a ser marcado pela "volta da regulação estatal, o fechamento das economias e muros contra a imigração". O diretor de publicações do Centro para o Estudo da Globalização da Universidade de Yale, Nayan Chanda, disse que o mundo atual está baseado em quatro pilares: sistema capitalista, equilíbrio nuclear, manutenção da governança por meio da ONU e o sistema de comércio global. "Os quatro estão abalados", afirmou. De acordo com Chanda, o equilíbrio do poder nuclear foi quebrado com o surgimento de novos países nesse cenário, como Israel, Índia, Paquistão, Coréia do Norte e, possivelmente no futuro, Irã. O comércio global também dá sinais de enfraquecimento, principalmente após o fracasso das negociações da Rodada Doha, afirmou Chanda. Ele citou ainda o aumento do protecionismo e do sentimento contrário aos imigrantes como aspectos do novo cenário mundial. Nessa nova realidade, Chanda destacou a rapidez com que os países reagiram à crise, a diáspora que faz com que a população mundial tenha se espalhado e pode ser uma barreira contra o nacionalismo, e o papel de destaque das comunicações no sentido de integrar o mundo. outubro 23, 2008 Espanha precisará de 100 mil imigrantes qualificados ao ano MADRI - O governo espanhol está vetando a entrada de trabalhadores estrangeiros, mas admitiu que a economia nacional precisa deles. Segundo o Relatório Anual da Imigração na Espanha lançado nesta quarta-feira, o país precisará de 100 mil imigrantes com formação universitária por ano até 2020.
A Associação de Empresas de Tecnologia da Informação e Telecomunicações (AETIT) confirma que faltam trabalhadores, não só pelo aumento da demanda com o crescimento de companhias relacionadas à informática, mas pelo que os espanhóis chamam de fuga de talentos - que significa a emigração de profissionais qualificados para outros países. O Anuário indica que seis em cada dez trabalhadores espanhóis com alto nível de formação vão para os Estados Unidos em busca de melhores condições de trabalho. outubro 22, 2008 UE aprova 'Blue Card' para imigrantes qualificados em 2011 BRUXELAS - Os países da União européia alcançaram nesta quarta-feira, 22, um princípio de acordo para colocar em vigor a partir de 2011 o chamado "Blue Card", visto de longa permanência para mão-de-obra qualificada. outubro 10, 2008 Many people – foreigners – are asking me about how the Brazilian Economy is doing and how deep it will be affected by this incredible crisis. Usually I write in Portuguese in this blog because it is intended to Brazilian alumni of IE. However, I feel like I must say something to other IE alumni worldwide. I may be an optimistic, besides I am Brazilian. But as a person who does not support Lula government entirely and simply has been reading newspapers and following the Brazilian news and economy for the last 10 years together with my studies (MBA and PhD) I must say I do not see strong reasons to believe the Brazilian economy will be largely affect by this crisis. In fact, I think after all this crisis will be fine to Brazil in a medium term, relatively speaking (I will explain why is that later).
Brazil did not put in motion the necessary reforms to make the country both more integrated to world economy and make our market more business friendly. We may call that luck. In fact, some small reforms have been done but not structural ones yet. As a consequence, Brazil still is quite bureaucratic as a State, with trade barriers affecting and distorting our trade with the world. It is true that Brazil exports a lot of commodities but the country do not depend on these exports to move its market today. A great part of the growing Brazil is experimenting today is depending on internal growth and although its taxes are among the highest in the world both companies and government are making money; so are citizens. Besides, as a huge food producer Brazil will not be as affected as other commodity producers because people can avoid using cars or build houses for a while but people can’t avoid eating. This is all I can say today. Besides this point I am totally guessing. So, the probable positive part of this story resides in the fact that after proving Brazil was not strongly affected by this crisis; the country will attract attention and could gain self-confidence to use resources that were obstructed or locked up during the crisis. What do you think about this reasoning? Will Brazil became the next booming China? This was a short but provocative thought I would like to share with you. |
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