fevereiro 01, 2009   


Newton Campos

Para todo mundo que está fora do Brasil, interessante ver esta notícia que saiu na semana passada na revista chilena América Economia (abaixo):

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Brasília. O Investimento Estrangeiro Direto (IED) no Brasil somou, em dezembro de 2008, US$ 8,117 bilhões. O valor mensal é quase dez vezes superior ao registrado em dezembro de 2007, quando o ingresso somou US$ 886 milhões, de acordo dados divulgados nesta segunda-feira pelo Banco Central do Brasil.

Em todo o ano de 2008, o ingresso de IED somou US$ 45,060 bilhões. O valor anunciado representa um novo recorde anual dentro da série histórica do BC, que teve início em 1947. O recorde anterior era de 2007, quando o IED totalizou US$ 34,585 bilhões.

Segundo o BC, o valor de IED em 2008 correspondeu a 2,84% do PIB. Em 2007, esse ingresso atingiu 2,59% do PIB.

Balança de pagamentos

A conta corrente do balanço de pagamentos do País com o exterior registrou em dezembro déficit de US$ 2,922 bilhões. Com este resultado, em todo o ano de 2008 as transações correntes tiveram déficit de US$ 28,3 bilhões, ante superávit de US$ 1,551 bilhão no ano de 2007, segundo o BC.

De acordo com o órgão, o resultado de dezembro teve a contribuição positiva de US$ 2,301 bilhões da balança comercial. A conta de serviços e rendas, por sua vez, foi deficitária em US$ 5,647 bilhões e as transações unilaterais encerraram o mês com ingresso líquido de US$ 424 milhões.

No acumulado de 2008, a balança comercial teve superávit de US$ 24,746 bilhões. Já a conta de serviços e rendas registrou déficit de US$ 57,234 bilhões. As transações unilaterais somaram ingresso líquido de US$ 4,188 bilhões. Segundo o Banco Central, o resultado das transações correntes em 2008 equivale a déficit de 1,78% do PIB.


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   janeiro 23, 2009   


Newton Campos

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Um comitê do Parlamento Europeu aprovou ontem uma diretriz que torna crime empregar imigrantes ilegais, abrindo o caminho para a adoção definitiva da lei nas próximas semanas. A norma já tem o apoio da Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia. Não bastasse a crise econômica, milhares de brasileiros que trabalham no mercado paralelo na Europa vão ter mais dificuldades para manter seus empregos a partir de agora.

Entre 4,5 milhões e 8 milhões de imigrantes ilegais de todo o mundo trabalham sem visto no setor da construção civil, agricultura, hotéis e restaurantes na Europa. Nos últimos meses, a UE já vem adotando uma série de medidas para fortalecer o controle em relação à imigração ilegal.

Segundo o comunicado emitido ontem, o objetivo é incentivar a imigração legal. Agora, no entanto, brasileiros que trabalham sem vistos temem perder seus empregos. Para os que estão chegando pela primeira vez à Europa, a recessão e as leis cada vez mais duras vão dificultar ainda mais a situação. Na Espanha, já são 3 milhões de desempregados e no Reino Unido, 2 milhões.


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Posted on 23 janeiro 2009 in Economia | Permalink | Comments (1)

   dezembro 09, 2008   


Newton Campos

Talvez o gancho que eu esteja utilizando para iniciar este post seja um pouco velho (denuncia minha idade) ou talvez seja algo muito carioca (denuncia minha origem). Bem, houve uma campanha dos biscoitos "Tostines" lá na década de 80 ou 90 que indagava se os biscoitos eram fresquinhos porque vendiam mais ou vendiam mais porque eram fesquinhos. Eu sempre achei a pergunta muito bem construída, inteligente e pertinente (bela campanha).

O gancho se encaixa com uma pergunta que tenho me feito ultimamente: Neste exato momento, o Brasil está sendo mais afetado pela crise internacional porque as pessoas, a nível mundial, estão parando de "fechar negócios" ou as pessoas, no Brasil, estão parando de "fechar negócios" porque se convenceram de que há uma crise? Seja por um motivo (real, direto), seja por outro (adquirido, indireto), o fato é que já se pode notar como alguns setores finalmente se rendem às notícias antecipadas (ou pregadas) pelos jornais brasileiros: crise! crise! crise! Depois de uns 3 meses de lavagem cerebral, acho que o inconsciente coletivo - e os empresários - finalmente absorveram a mensagem vendida pela imprensa "copy-paste" brasileira.

Enfim, escrevo principalmente aos brasileiros que não vivem no Brasil, incluindo a maior parte dos ex-alunos brasileiros do IE. Aproximadamente 60% dos ex-alunos brasileiros do IE vivem hoje fora do Brasil. Desta forma, este blog também deve servir para aproximá-los dos ex-alunos que estão por aqui, como eu. Se nota já por aqui um ambiente bem menos "caliente" economicamente que há alguns meses e as empresas pausam ou engavetam diversos projetos.

Na minha opinião, como já disse antes, penso que isso é bom para o Brasil. É uma oportunidade de tempo precioso para reflexão por parte de diversos setores da sociedade. Dará uma oportunidade para o empresariado planejar mais, economizar mais, formar e educar melhor sua mão-de-obra e ser mais responsável com o meio-ambiente. Também dará uma oportunidade para o Governo Federal finalmente apresentar reformas que façam do Brasil um local melhor para se fazer negócios limpos no futuro (porque fazer negócios ilícitos é bem fácil por aqui, o difícil é ganhar dinheiro fazendo a coisa certa). A pressão da soja sobre a Amazônia também deve diminuir e permitir que os agentes de proteção da floresta, incluindo arcabouço jurídico e polícias, se estruturem. E o mais importante, talvez, ver como o Governo e a oposição se comportam num período desfavorável que esperemos exija debates inteligentes para a sucessão do Lula em 2010.


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Posted on 9 dezembro 2008 in Economia | Permalink | Comments (1)

   novembro 19, 2008   


Newton Campos

Crise, crise, crise. Só se fala disso na imprensa brasileira. Vocês conhecem a expressão norte-americana "monkey see, monkey do"? pois é, me lembra muito a imprensa brasileira com suas cópias de notícias estrangeiras e análises superficiais sobre a chamada "crise financeira" mundial. Quem tiver a oportunidade, pode ler a revista "The Economist" desta semana e comparar com o que se lê nas páginas da Veja, Valor Econômico, Época e Exame nacionais. Não dá para comparar. A falta de qualidade das análises feitas pelos economistas brasileiros é incrível. Onde este pessoal estudou?!? Ou, melhor, quando?!? Pois parece que vivem em outro momento da história mundial.

O mais curioso e até divertido é comprovar que as notícias "importadas" não batem com as notícias nacionais reais. Ainda assim, uma série de pseudo-especialistas de plantão estão prontos para explicar o porquê do Brasil continuar indo tão bem e as pessoas continuarem comprando nesta "crise" tão profunda!

Ontem os "especialistas" disseram, a diversos meios jornalísticos, que as vendas de natal de novembro subiram porque o povo quer fazer suas compras antes que o impacto da alta do dólar recaia sobre o preço final do produto. Caramba! O povo está esperto, hein! Nem os empresários que eu conheço estão ligando muito para o preço do dólar, quanto mais o consumidor final.

Hoje saiu uma notícia da Reuters:
Desemprego no país atinge 2o menor patamar da história
"A taxa de desemprego nas seis maiores regiões metropolitanas do país voltou a cair em outubro e atingiu o segundo menor patamar já registrado, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quarta-feira (...)."

CBN, Veja, Exame, etc continuam batendo na mesma tecla: "crise! crise! crise!". Que chatice.
Por que os jornalistas não param de ficar dando "copy-paste" nas notícias uns dos outros e vão a campo procurar quem são os profissionais, políticos e empresários que estão batalhando pra fazer do Brasil um lugar melhor?

Além disso, quem disse que crescimento zero é "crise"? Se um País cresce zero - ou próximo de zero, para cima ou para baixo - mas a população continua a mesma ou até menor - muitos países desenvolvidos já não possuem população crescente - não vejo onde está o desespero. Algum dia a economia terá que deixar de crescer (ainda bem, senão acabaríamos com a Terra), qual o problema disso?!?


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Posted on 19 novembro 2008 in Economia | Permalink | Comments (3)

   outubro 25, 2008   


Newton Campos

Brasil pode ganhar poder com "nova ordem mundial", dizem especialistas
fonte: BBC Brasil
foto: Victor Oliveira

A crise econômica mundial está provocando mudanças profundas na geopolítica e, nesse novo cenário, o Brasil pode assumir um papel de maior destaque, afirmaram especialistas reunidos nesta sexta-feira em São Paulo.

Segundo o historiador Paul Kennedy, da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, o "momento unipolar" (expressão cunhada pelo analista Charles Krauthammer) surgido após a Guerra Fria, em que os Estados Unidos assumiram uma posição de grande poder, dá mostras de estar chegando ao fim.

Diretor de Estudos de Segurança Internacional de Yale, Kennedy atraiu atenção mundial no final da década de 80, ao lançar o livro Ascensão e Queda das Grandes Potências, em que discutia o declínio dos Estados Unidos.

De acordo com o professor, se no aspecto militar os Estados Unidos continuam sendo uma grande potência, na área econômica e de finanças o cenário é diferente.

"Mesmo antes da crise dos mercados de subprime já era possível perceber uma mudança de poder, com a crescente influência de outras partes do mundo, como a Ásia", disse Kennedy, um dos palestrantes da conferência "Mudanças na balança de poder global: perspectivas econômicas e geopolíticas", promovida pelo Centro de Estudos Americanos da FAAP e pelo Instituto Fernando Henrique Cardoso.

Segundo Kennedy, a atual crise deve marcar o início de um mundo multipolar, no qual os países são interdependentes e estão interconectados. "A crise mostrou que o Fed já não pode agir sozinho", disse. "Os países devem trabalhar juntos".

Com essa nova realidade, disse Kennedy, ganha cada vez mais importância o chamado "soft power" --termo criado pelo professor de Harvard Joseph Nye para definir o poder de uma nação de influenciar e persuadir, sem uso de força militar, mas pela diplomacia.

Entre os países que poderiam exercer esse tipo de influência, os especialistas citam o Brasil.

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De acordo com o ex-ministro da Fazenda Pedro Malan, que também participou da conferência, apesar de o Brasil não ter poder militar, tem relevância na área de cooperação econômica e pode exercer o "soft power".

China

Nessa nova geografia política e econômica que se desenha, a China tem papel de destaque.

Para o especialista em teoria financeira Zhiwu Chen, professor de Finanças em Yale, a China poderá emergir mais forte da crise, em posição de liderança.

Chen disse, porém, que o governo chinês não está preparado para assumir essa liderança no cenário internacional.

Não acredito que a ascensão da China represente uma ameaça para os Estados Unidos", afirmou. "Os dois estão interligados.

Segundo Chen, com reservas de quase US$ 2 trilhões, a China pode ajudar os países mais atingidos pela crise e também parceiros comerciais importantes, como o Brasil.

Chen disse que a crise deverá ter um forte impacto na economia da China no curto prazo, afetando especialmente o setor de exportações.

"No entanto, (a crise) poderá ser também uma grande oportunidade para a China", disse Chen. "Deverá forçar o governo a promover mais reformas fundamentais."

O especialista afirmou ainda que, apesar das mudanças provocadas pela crise, "não se deve subestimar a habilidade da economia e da sociedade americana de corrigir erros".

"Eles conseguiram sair da Grande Depressão ainda mais fortes", disse.

Mudanças

O consenso entre os especialistas que participaram da conferência é de que as relações entre os países não serão as mesmas depois da crise.

De acordo com embaixador Sergio Amaral, diretor do Centro de Estudos Americanos da FAAP, meio ambiente, terrorismo e energia serão algumas das preocupações conjuntas do mundo multipolar.

Para Amaral, há indícios de "fadiga" do processo de globalização. Além disso, na sua opinião, o mundo depois da crise tende a ser marcado pela "volta da regulação estatal, o fechamento das economias e muros contra a imigração".

O diretor de publicações do Centro para o Estudo da Globalização da Universidade de Yale, Nayan Chanda, disse que o mundo atual está baseado em quatro pilares: sistema capitalista, equilíbrio nuclear, manutenção da governança por meio da ONU e o sistema de comércio global. "Os quatro estão abalados", afirmou.

De acordo com Chanda, o equilíbrio do poder nuclear foi quebrado com o surgimento de novos países nesse cenário, como Israel, Índia, Paquistão, Coréia do Norte e, possivelmente no futuro, Irã.

O comércio global também dá sinais de enfraquecimento, principalmente após o fracasso das negociações da Rodada Doha, afirmou Chanda.

Ele citou ainda o aumento do protecionismo e do sentimento contrário aos imigrantes como aspectos do novo cenário mundial.

Nessa nova realidade, Chanda destacou a rapidez com que os países reagiram à crise, a diáspora que faz com que a população mundial tenha se espalhado e pode ser uma barreira contra o nacionalismo, e o papel de destaque das comunicações no sentido de integrar o mundo.


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Posted on 25 outubro 2008 in Economia | Permalink | Comments (0)

   outubro 23, 2008   


Newton Campos

Espanha precisará de 100 mil imigrantes qualificados ao ano
País precisará de cifra anualmente até 2020, diz relatório; área da informática impulsiona demanda
Fonte: BBC Brasil / O Estado de S. Paulo

MADRI - O governo espanhol está vetando a entrada de trabalhadores estrangeiros, mas admitiu que a economia nacional precisa deles. Segundo o Relatório Anual da Imigração na Espanha lançado nesta quarta-feira, o país precisará de 100 mil imigrantes com formação universitária por ano até 2020.

Em lugar dos habituais trabalhadores dos setores de construção e serviço, a economia espanhola necessita de profissionais qualificados, principalmente nas áreas de tecnologia, saúde e telecomunicações. O informe apresentado pela consultoria Etnia Comunicação com aval da Secretaria de Estado de Imigração avisa que "o descenso drástico dos fluxos migratórios teria um impacto sócio-econômico muito negativo para a Espanha". De acordo com o relatório, o país está reestruturando sua indústria, empurrado pela crise, e o maior investimento em setores tecnológicos exige maior número de profissionais e com melhor nível de formação.

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A Associação de Empresas de Tecnologia da Informação e Telecomunicações (AETIT) confirma que faltam trabalhadores, não só pelo aumento da demanda com o crescimento de companhias relacionadas à informática, mas pelo que os espanhóis chamam de fuga de talentos - que significa a emigração de profissionais qualificados para outros países. O Anuário indica que seis em cada dez trabalhadores espanhóis com alto nível de formação vão para os Estados Unidos em busca de melhores condições de trabalho.

"A Espanha necessita mudar seu modelo econômico e está perdendo a oportunidade de crescer porque aqui é muito complicado trazer e manter imigração de talento. Precisamos de um futuro baseado na alta qualificação do emprego", disse o presidente da AETIT, Jesus Banegas na entrevista coletiva de apresentação do relatório em Madri.

Engenharia e saúde

Só para o setor de engenharia de telecomunicações já estão faltando 25 mil trabalhadores. A demanda tende a aumentar porque na última década o número de engenheiros recém-formados nas faculdades espanholas caiu em 20%. A área da saúde também precisará de mais trabalhadores. Segundo o relatório, o envelhecimento da população e o surgimento de novos hospitais particulares vão requisitar médicos, enfermeiros e assistentes nos próximos anos.

A procura neste setor chegou a provocar uma ameaça do Governo da Catalunha ao Ministério da Saúde: contratar médicos estrangeiros mesmo que seus diplomas não sejam homologados, se a província ficar sem profissionais suficientes. Os cálculos dos autores do anuário coincidem com as previsões da OCDE e do Banco Central Europeu. Para manter a economia espanhola competitiva serão necessários 430 mil trabalhadores estrangeiros até 2012 e um total de 1,3 milhão até 2020.

A secretária de Estado de Imigração, Consuelo Rumí que participou da apresentação do relatório, ouviu as queixas dos empresários que acusaram o governo de dificultar a contratação de imigrantes. No início de outubro o Ministério do Interior até anunciou a proibição desta atividade e lançou um plano de ajuda para que os estrangeiros voltem aos seus países. Rumí respondeu que o governo é "flexível e tem capacidade de adaptação às mudanças de nossa realidade". Mas, por enquanto, não haverá novas políticas para os imigrantes "porque o aumento do desemprego nos últimos meses leva necessariamente a concentrar os esforços em satisfazer as demandas com os trabalhadores que já estão na Espanha".

O relatório cita ainda outras áreas onde haverá demanda de trabalhadores estrangeiros. Em geral, a demandas será por profissionais de formação técnica de nível médio, como eletricistas, soldadores e técnicos de manutenção de equipamentos de engenharia. Os autores do anuário advertiram que o envelhecimento da população européia "é um fato irreversível e em menos de 10 anos as pessoas com mais de 40 anos serão maioria em todo o continente".

Por isso a Espanha precisará de 157 mil novos trabalhadores por ano até 2020. E o número de jovens espanhóis com idade para entrar no mercado de trabalho é cada vez menor. Passaram de 664 mil em 1991 para 369 mil em 2007.


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   outubro 22, 2008   


Newton Campos

UE aprova 'Blue Card' para imigrantes qualificados em 2011
Visto de longa permanência será concedido de acordo com a necessidade profissional de cada país do bloco
Fonte: O Estado de S. Paulo

BRUXELAS - Os países da União européia alcançaram nesta quarta-feira, 22, um princípio de acordo para colocar em vigor a partir de 2011 o chamado "Blue Card", visto de longa permanência para mão-de-obra qualificada.

O Blue Card, válido no máximo por quatro anos, estabelece a imigração seletiva, ou seja, a atração de imigrantes qualificados ou que atuem em profissões nas quais há carência de mão-de-obra na Europa que tem como critério a renda do candidato a imigrante em seu país de origem. Para o obter o visto, comparado com o green card americano, os aspirantes devem cumprir uma série de requisitos, como ter diploma universitário ou experiência profissional de 5 anos na área e ter um salário 50% maior do que a renda média do país em que trabalhará.

O visto especial facilitará que as famílias dos candidatos qualificados vivam na Europa. Depois de 18 meses trabalhando com o Blue Card em um Estado do bloco, o imigrante terá permissão para se mudar com sua família para trabalhar em outro país europeu, mas ele deverá pedir uma nova permissão um mês antes de sua chegada. Os governos poderão negar os pedidos com base em suas necessidades de mercado ou excedo de cotas de imigração.



Na semana passada, o bloco aprovou outra etapa de sua polêmica política de "imigração seletiva",o Pacto Europeu de Imigração e Asilo, tema de interesse direto dos países latino-americanos. Ele é um instrumento que na prática se traduzirá no aumento do rigor contra imigrantes clandestinos e, ao mesmo tempo, na atração de trabalhadores altamente qualificados para a Europa. Na Espanha, latino-americanos formam 50% do contingente de novos imigrantes todo ano.

O pacto reforça a luta contra clandestinos e o controle de fronteiras, estipula a exigência de visto biométrico - com fotografia e impressões digitais - a partir de 2012, endurece os critérios para reagrupamento familiar (uma das principais fontes de imigração no continente) e veta a regularização maciça por um país membro, como a realizada na Espanha no início da década. A nova legislação também encoraja partidas voluntárias de imigrantes ao seu país de origem, autoriza a expulsão de menores de idade e prolonga o tempo de detenção de ilegais para até 18 meses.

As restrições à imigração são um tema delicado na Europa em razão do grande número de estrangeiros que chegam ao bloco todo ano. Na Alemanha, eles já são 8,9% da população economicamente ativa, e 6,6% na Espanha. O tema também interessa cada vez mais a América Latina. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 725 mil latino-americanos, em sua maioria jovens em idade de trabalho, vivem na Espanha. Outros 220 mil residem na Itália. Na França, eles seriam 85 mil; em Portugal, 67 mil.

Em razão do fluxo contínuo de imigrantes, o pacto causa protesto de autoridades latino-americanas, entre elas o do governo brasileiro. Em declarações públicas sobre o assunto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva definiu a medida como "xenófoba". "O outro lado do oceano desencadeia odiosa perseguição aos latino-americanos, muitas vezes cercada de conteúdos racistas", disse Lula. Hugo Chávez, presidente da Venezuela, ameaçou cortar seu fornecimento de petróleo para a Europa, que representa 0,95% do consumo do Velho Continente.

(Com Andrei Netto, de O Estado de S. Paulo)


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Posted on 22 outubro 2008 in Economia | Permalink | Comments (0)

   outubro 10, 2008   


Newton Campos

Many people – foreigners – are asking me about how the Brazilian Economy is doing and how deep it will be affected by this incredible crisis. Usually I write in Portuguese in this blog because it is intended to Brazilian alumni of IE. However, I feel like I must say something to other IE alumni worldwide.

I may be an optimistic, besides I am Brazilian. But as a person who does not support Lula government entirely and simply has been reading newspapers and following the Brazilian news and economy for the last 10 years together with my studies (MBA and PhD) I must say I do not see strong reasons to believe the Brazilian economy will be largely affect by this crisis. In fact, I think after all this crisis will be fine to Brazil in a medium term, relatively speaking (I will explain why is that later).

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Brazil did not put in motion the necessary reforms to make the country both more integrated to world economy and make our market more business friendly. We may call that luck. In fact, some small reforms have been done but not structural ones yet. As a consequence, Brazil still is quite bureaucratic as a State, with trade barriers affecting and distorting our trade with the world. It is true that Brazil exports a lot of commodities but the country do not depend on these exports to move its market today.

A great part of the growing Brazil is experimenting today is depending on internal growth and although its taxes are among the highest in the world both companies and government are making money; so are citizens. Besides, as a huge food producer Brazil will not be as affected as other commodity producers because people can avoid using cars or build houses for a while but people can’t avoid eating. This is all I can say today. Besides this point I am totally guessing.

So, the probable positive part of this story resides in the fact that after proving Brazil was not strongly affected by this crisis; the country will attract attention and could gain self-confidence to use resources that were obstructed or locked up during the crisis. What do you think about this reasoning? Will Brazil became the next booming China? This was a short but provocative thought I would like to share with you.


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   abril 15, 2008   


Newton Campos

El Pais - 15 de Abril

La euforia contenida reina en la sede de Repsol YPF. Tras años en que de Latinoamérica no llegaban más que disgustos en forma de noticias, una alegría ha venido a compensar casi todos los sinsabores recientes. Petróleo. Petróleo en enormes cantidades. Eso es lo que hay en las profundidades marinas en el bloque BM-S-9, conocido como Carioca, en el que Repsol tiene una participación del 25%. El yacimiento fue descubierto en septiembre, pero ha sido ahora cuando se ha conocido su auténtica dimensión. El campo puede alcanzar los 33.000 millones de barriles, según fuentes gubernamentales brasileñas, con lo que sería el mayor hallazgo de crudo en 30 años y convertiría a Brasil en la octava potencia petrolera del mundo, por delante de países como Libia o Nigeria.

La noticia no ha sido confirmada por las empresas, que piden prudencia, pero provocó de inmediato que se disparasen en Bolsa las acciones de las empresas implicadas. La Bolsa española había cerrado sus puertas cuando los medios financieros difundieron la información. Los grandes inversores pusieron sus ojos en la Bolsa de Nueva York, donde Repsol aún cotizaba, y las acciones de la petrolera española se dispararon.

La subida a media sesión rozaba el 20%, la mayor en la historia de la empresa en Wall Street, para terminar con un alza del 17,34%. Es previsible que hoy las acciones de la petrolera suban con fuerza en la Bolsa española.

Las acciones de Petrobras, la petrolera estatal brasileña que tiene un 45% del consorcio que explota el yacimiento y British Gas (BG), el tercer socio con un 30%, también se dispararon.

La bomba informativa la explotó el director de la Agencia Nacional de Petróleo (ANP), Haroldo Lima, que citó como origen de la información a fuentes oficiosas de Petrobras. Lima dijo que el bloque BM-S-9 sería cinco veces mayor que el megacampo de Tupi, descubierto en noviembre, según declaraciones recogidas por la Folha de São Paulo y confirmadas por Bloomberg.

"Sería el mayor descubrimiento del mundo en 30 años y sería también el tercer mayor campo petrolífero del mundo en la actualidad. Es algo como de Oriente Medio, pero no está confirmado", soltó Lima en el cuarto seminario del Petróleo y el Gas Natural organizado por la Fundación Getulio Vargas (FGV) en Río de Janeiro.

El campo BM-S-9 se encuentra al oeste de Tupi. Ese megacampo descubierto en noviembre posee una reserva estimada entre 5.000 y 8.000 millones de barriles equivalentes de petróleo (bep) y constituye uno de los mayores hallazgos de petróleo en los últimos años. Otro gran descubrimiento de Petrobras, el campo de Júpiter, se halla también en la zona de influencia de Carioca (BM-S-24). Todos ellos están en aguas profundas.

Carioca está a 273 kilómetros de la costa de São Paulo, en profundidades de agua de 2.140 metros, según Repsol. El yacimiento ya registró un test de producción de 2.900 barriles de crudo y 57.000 metros cúbicos de gas por día. Las nuevas perforaciones recién realizadas son las que han permitido asegurar que se trata de un enorme yacimiento, aunque las empresas insisten en que los trabajos no están terminados y es pronto para hacer una estimación fiable.

El plan estratégico de Repsol YPF, recientemente presentado por su presidente, Antoni Brufau, contemplaba las aguas profundas de Brasil como una de sus prioridades. La española es la primera compañía privada en dominio minero exploratorio en aguas profundas en las cuencas de Santos, Campos y Espíritu Santo, con 23 bloques exploratorios.


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Posted on 15 abril 2008 in Economia | Permalink | Comments (0)

   março 06, 2008   


Newton Campos

Notícia publicada no dia 5 de Março de 2008 - Universia.net

Mauro Costa ya no vive en un apartamento de alquiler en la periferia de São Paulo. Él es uno de los 204.312 brasileños que, en los últimos 12 meses, hicieron realidad el sueño de adquirir su propia casa. La deuda adquirida para la financiación tendrá que amortizarse en los próximos 30 años, a una tasa de interés anual del 12%, pero aún así Mauro es inmensamente feliz. Hace poco más de tres años, antes de que el gobierno brasileño cambiara las normas de la financiación inmobiliaria, ni se hubiera imaginado sosteniendo en sus manos las llaves de su casa.

La historia de Mauro es un ejemplo de la nueva realidad que se está viviendo en el mercado inmobiliario brasileño desde mediados de 2005. Con la estabilidad y crecimiento de la economía, el mercado ha registrado índices de crecimiento desde 2001, según datos de Abecip (Asociación Brasileña de Entidades de Crédito Inmobiliario y Ahorro). Sin embargo, al mercado le faltaban las normas que flexibilizaran las condiciones de compra de inmuebles. Estos cambios fueron llevados a cabo por el gobierno en 2005. Desde entonces, la concesión de créditos en el sector se disparó. En 2004, según datos de Abecip, se concedieron 53.787 créditos hipotecarios en el país. En 2007, este número alcanzó los 195.900.

"Este cambio tuvo lugar en el ámbito de la garantía hipotecaria. En los casos de incumplimiento, el responsable de la financiación no recuperaba el valor adeudado. A partir de 2005, el gobierno permitió que las instituciones trabajaran con la alienación fiduciaria, según la cual el comprador del inmueble sólo será dueño del mismo cuando acabe de pagarlo. Aunque esa posibilidad crea una situación de alto riesgo para el prestatario, posibilita que quien oferte los recursos, tenga una motivación más" porque le permitirá recuperar el inmueble en caso de impago, explica el profesor del departamento de Economía de la UnB (Universidad de Brasilia), José Carlos Oliveira. "La reacción ya se ha hecho tan presente que el mercado necesita contar con mano de obra cualificada. El mercado está muy caliente".

Al tener mayor seguridad las entidades que conceden la financiación, el gobierno pudo, incluso, ampliar las opciones para la obtención de recursos. Según las normas del Banco Central brasileño, un 65% de todo el dinero captado en el ahorro debe ser destinado, en un 80%, a créditos habitacionales según las condiciones del SFH (Sistema de Financiamiento Habitacional, con topes en las tasas de interés de hasta un 12% y 13% para la adquisición y construcción de inmuebles, respectivamente) y el monto restante, las tasas de mercado, al financiamiento de inmuebles residenciales. “Estas medidas fueron diseñadas para destinar un presupuesto específico procedente de varias fuentes gubernamentales y engloban la ampliación del crédito para la financiación de vivienda y la reducción del Impuesto de Productos Industrializados para un amplio conjunto de materiales de construcción”, añade Anita Kon, profesora de la PUC-SP (Universidad Católica Pontificia de São Paulo).

Por otro lado, señala Kon, “el sector financiero privado también implementó medidas para incentivar el aumento de la financiación inmobiliaria. Aumentaron los plazos de financiación y se flexibilizaron las normas para comprobar la renta del prestatario”. Actualmente, con las condiciones de cobro más estables, las instituciones financieras redujeron el nivel de exigencia en lo que concierne a la comprobación de renta. Incluso los trabajadores autónomos y los pequeños empresarios consiguen obtener financiación según las condiciones ofrecidas por el SFH (recursos subsidiados por el gobierno).

A pesar de este escenario de aceleración, sobre todo del mercado de la vivienda, Kon cree que el fenómeno todavía no se puede definir como un boom. Mucho más optimista sobre la evolución de este mercado es Antonio Montes, profesor del IE Business School (Instituto de Empresa), en España. En su opinión, el desarrollo del país ha propiciado el desplazamiento de los habitantes del campo a las grandes ciudades en busca de oportunidades, aumentando la demanda de viviendas en grandes centros urbanos. “Los brasileños sin vivienda están pensando en comprar en lugar de alquilar, antes no podían hacerlo porque no tenían acceso al crédito. Se ha producido una democratización en el mercado inmobiliario”, señala.

Continue reading 'Festival en el mercado inmobiliario de Brasil'


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   março 01, 2008   


Newton Campos

Um aluno me enviou esta matéria que saiu no Jornal Valor Econômico ontem. Também achei muito interessante e pertinente porisso a comparto aqui com vocês.

O fim do simples emprego
Por Edson Pinto de Almeida, para o Valor, de São Paulo
29/02/2008

Em qual dessas categorias você define o que é o trabalho para sua vida: um dever, um mal necessário ou um projeto de vida? Se você ficou em dúvida, o melhor é cravar as três alternativas e relaxar. Essa é uma discussão que vem se arrastando ao longo do século XX e parece que vai percorrer ainda boa parte dos próximos anos. Não que seja algo novo. Filósofos da Antiga Grécia, como Aristóteles e Platão, já tinham lá suas idéias sobre o trabalho. O tema vem percorrendo séculos - passando por Adam Smith, Karl Marx, Lutero, Max Weber, Tomás de Aquino - e ainda ocupa a mente dos pensadores modernos. Hoje em dia nas escolas de administração se fala em carreira, não mais em trabalho. Esse é um dos sinais de mudança dos tempos pós-modernos.

A principal razão pela qual se estuda tanto o tema é porque o trabalho vem perdendo a sua importância como fator de identidade pessoal. Em outras palavras, o trabalho está deixando de ser o principal elemento que define o papel do indivíduo na sociedade. Consumo, lazer, relacionamentos afetivos, cuidados com o corpo compõem parte desse novo repertório que amplia o conceito do "trabalho, logo existo". Carreira é algo que não combina com carteira de trabalho. Emprego hoje, para as camadas mais escolarizadas, é ter um projeto. Trabalha-se por prazer em algo que seja desafiador.

As razões históricas e as conseqüências dessa mudança fazem parte da minuciosa pesquisa que Pedro Fernando Bendassolli, pesquisador da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP), realizou e que consta no livro "Trabalho e Identidade em Tempos Sombrios". "No século XX o trabalho parece ter se tornado um problema", afirma. "Basta ver a pauta do debate político em torno do tema, que envolve: redução da carga de trabalho, distribuição de renda, políticas de inserção e integração social e desemprego em massa", diz.

O que está por trás do sentimento relacionado à insatisfação é o clima de incerteza e de ambigüidade que hoje predomina nas organizações. A avaliação é de Bendassolli. Esse ambiente afeta sobretudo os profissionais com responsabilidade pela gestão da empresa, para quem sobra o desafio de lidar com um quadro de pressões conflitantes.

"É necessário atrair e manter talentos, embora os vínculos se enfraqueçam. É preciso manter um senso de identidade organizacional e, ao mesmo tempo, promover mudanças. É necessário atuar globalmente e também ser sensível às necessidades locais. É preciso gerar valor para os acionistas e, ao mesmo tempo, atender às demandas sociais", descreve outro professor da FGV-SP, Thomaz Wood Jr., também autor de livro sobre o assunto: "Cuidado, Trabalho". Para ele, o trabalho está no centro dessas ambigüidades e contradições. A saída, afirma o pesquisador, é conhecer melhor como funcionam as organizações para ter uma vida corporativa mais saudável.

Não é preciso voltar muito no tempo para identificar a raiz desse processo de mudanças. Há pouco mais de um década, os escritórios não eram muito diferentes daquilo que se via no passado. O aparelho de fax era o principal sinal de modernidade. A era da tecnologia da produtividade veio com as redes de computadores, blackberrys, notebooks, celulares e outros apetrechos que elevaram a capacidade de trabalho de cada funcionário. Menos pessoas passaram a fazer mais trabalho. A estabilidade na economia, por sua vez, obrigou as empresas a viverem mais do resultado operacional do que dos ganhos financeiros. "Esse é um marco de mudança nos processos de gestão de pessoas", diz o consultor e professor da Fundação Dom Cabral, Pedro Mandelli. "A empresa deixou de ser instituição e passou a ser um negócio. Passou a valer o relatório de custo, a necessidade de ser mais competitivo."

Tal transformação exige uma organização mais ágil e enxuta. "O impacto na qualidade de vida nas empresas foi grande", aponta Mandelli. Como muitas das atividades que a empresa fazia não agregavam valor aos clientes, surgiu a terceirização e com ela o discurso da empregabilidade. "Passou-se a exigir um conjunto de competências e habilidades do funcionário, sem as quais ele se tornava dispensável para a organização", comenta o consultor. A empresa passou a correr atrás de quem é bom. Os profissionais começaram a ter medo e correr em busca de cursos de formação.

Com tamanha pressão, o trabalho tanto pode ser fonte de sofrimento como de prazer. A professora Estelle Morin, fundadora do Criteos (Centro de Pesquisa em Trabalho, Saúde e Eficácia Profissional), de Montreal, identificou os principais fatores que podem fazer do trabalho algo muito gratificante:

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Posted on 1 março 2008 in Economia | Permalink | Comments (1)

   abril 04, 2007   


Newton Campos

Esta notícia acaba de chegar do escritório do IE na Argentina. Achei muito interessante pois a HSM planeja, assim que possível, lançar este canal no Brasil.

A partir de este mes de abril, ManagemenTV, el primer canal de management del mundo, se incorpora a la oferta digital de Cablevisión/Multicanal para el mercado de la televisión por cable en la Argentina. Durante las 24 horas, su programación recorre los temas presentes a diario en la vida de los que hacen o quieren hacer negocios -Mercados & Clientes, Futuro & Tendencias, Publicidad & Marketing, Marcas, Industrias-; la historia de éxitos y fracasos -Líderes, Entrepreneurs, PyMes, Empresas, Deporte & Management-; y muestra de primera mano, en sus talk shows y reality shows, las experiencias, los desafíos y los secretos de quienes logran llegar a donde quieren.

Listas para que cada uno arme su propia aventura, en las secciones de ManagemenTV hay opciones de "killer management" hasta ideas para el "after office". "Entretenimiento inteligente, universalidad en sus contenidos y accesibilidad absoluta fueron los principios que guiaron la rigurosa selección de programas que incluye la grilla de ManagemenTV - además de requisitos insoslayables como excelente producción, inmejorable estilo, un toque de irreverencia, y la más absoluta seriedad", señaló Tristán Barreiro, gerente general de ManagemenTV, quien agregó que el canal estará presente en toda Latinoamérica, con una señal en español y otra en portugués.

HSM aplicó todo el know-how adquirido y el feedback de su comunidad global de clientes para hacer de ManagemenTV una propuesta netamente diferenciada, que muestra que el mundo del management no es tan estrecho como el imaginario colectivo lo dibuja. Más información en www.managementv.com.


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Posted on 4 abril 2007 in Economia | Permalink | Comments (0)

   março 23, 2007   


Newton Campos

Reproduzo aqui artigo muito interessante publicado pelo Prof. Thomaz Wood Jr. da FGV-SP na Carta Capital.
Segue o link da revista:
http://cartacapital.com.br/edicoes/2007/marco/434/especie-em-extincao

Espécie em extinção
Na vida privada, como na vida corporativa, os adultos estão desaparecendo. No mundo da onipresente auto-ajuda, homens e mulheres foram condenados à infância perpétua
Thomaz Wood Jr.

Empresa de reputação bem razoável, em fase de expansão, com proposta decente de trabalho, busca desesperadamente profissional que tome decisões com um mínimo de análise e bom senso; que não reclame todos os dias dos problemas da empresa; que não fique observando imóvel os negócios afundarem sem fazer nada a respeito; que saiba controlar o próprio ego e ouvir seus colegas; que tenha algum conhecimento das coisas do mundo e não restrinja suas leituras a livros de auto-ajuda, Caras e Veja; que não leve Steven Covey e Jim Collins a sério; que entenda suas responsabilidades (e não fuja delas); que saiba separar assuntos importantes de minúcias e irrelevâncias; que não passe a maior parte do tempo em reuniões ou montando conchavos políticos; que saiba controlar seu tempo e definir prioridades; que não reaja histérico a dificuldades, e, principalmente, que não fique sentado esperando o chefe dar ordens. Em suma, busca-se... um adulto.

Que este escriba saiba, nenhuma empresa iniciou um processo seletivo nesses termos. Porém, o conteúdo expressa com razoável veracidade o que muitas organizações estão procurando e não encontram. Conclusão: faltam adultos no mercado de trabalho. Naturalmente, o fenômeno não se restringe ao mundinho corporativo. Notem, prezados leitores, a quantidade de homens e mulheres de meia-idade, vestidos como adolescentes, comportando-se como adolescentes, falando como adolescentes e pensando como adolescentes. Aliás, adolescentes mal informados e mal-educados.

Explicações para o fenômeno? Michael Bywater, autor de Big Babie – : Or: Why Can’t We Just Grow Up? (Granta Books, 2006), tem uma. Pode não ter profundidade sociológica, antropológica ou psicológica. Também não é fundamentalmente nova, mas com certeza é provocativa e divertida. Para o autor, nós todos somos vítimas de uma conspiração. Isso mesmo, uma megaconspiração mundial que visa a nos infantilizar, nos manter como bebês crescidos. O foco é a conformação de nossos comportamentos, preferências, opiniões, pensamentos, hábitos, filosofias e sensibilidade política. Estamos sendo adestrados sobre que estilo de vida adotar, do que gostar e como agir.

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Posted on 23 março 2007 in Economia | Permalink | Comments (0)

   fevereiro 08, 2007   


Newton Campos

Caros amigos e ex-alunos,

Gostaria de anunciar que a partir desta semana contaremos com o apoio da jornalista Terciane Alves para escrever artigos, novidades e reportagens sobre carreiras no Brasil. Esta seção se chamará "Economia & Carreiras" e será inaugurada inicialmente como uma seção do Blog do IE no Brasil.

Terciane é jornalista, paulistana, 34 anos e 15 anos como jornalista. Atuou em grupos de comunicação como O Estado de S. Paulo, Editora Abril, Folha de S. Paulo, entre outros. Nos últimos 5 anos, ela foi editora do caderno "Empregos" do jornal O Estado de S. Paulo e titular da coluna "Carreiras" no caderno de Economia do mesmo veículo.

Esperamos que vocês possam comentar e interagir com a Terciane. Este é o primeiro passo de uma parceria que deve resultar num futuro blog exclusivo sobre "Economia & Carreiras". Este é um momento interessante para que os participantes da comunidade reflitam e proponham temas carentes de abordagem, debate e informação na mídia tradicional.


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Posted on 8 fevereiro 2007 in Economia | Permalink | Comments (0)

   março 29, 2006   


Newton Campos



Petrobras não descarta Repsol

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, não descartou a possibilidade de que a empresa esteja interessada em comprar a petrolífera espanhola Repsol. Durante entrevista coletiva em Londres, onde esteve por causa da visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gabrielli foi questionado por um jornalista britânico sobre o suposto interesse da estatal em adquirir a Repsol, com a qual já mantém parcerias. Não negou nem confirmou -mas não conteve os risos diante da pergunta, mesma atitude dos outros diretores da Petrobras presentes. Ao final da entrevista, indagado novamente sobre o interesse, mas agora só diante de jornalistas brasileiros, afirmou: "Pergunte aí à imprensa européia, que foi quem perguntou. Eu não sei, não. Não confirmei nem afirmei nada". O que Gabrielli afirmou, aí sem nenhum rodeio, foi a saúde financeira da Petrobras. A petrolífera teve lucro líquido recorde de US$ 10,1 bilhões (R$ 23,7 bilhões) em 2005, o maior dentre empresas de capital aberto da América Latina. Nos cálculos de Gabrielli, se o preço do barril de petróleo no mercado internacional mantiver uma média de US$ 25, até 2010 esse valor pode atingir US$ 57 bi. O executivo lembrou que os investimentos da Petrobras em 2006 serão de pelo menos US$ 18 bilhões (R$ 38 bilhões), 48% a mais do que o total investido em 2005, e citou o novo recorde de produção registrado em fevereiro (1,758 milhão de barris por dia). Outros dados robustos rechearam a exposição do presidente da Petrobras. Como o de que o volume de ações negociadas da estatal na bolsa de Nova York em fevereiro foi o maior entre petrolíferas estrangeiras, ultrapassando gigantes como a British Petroleum. Ou a confirmação de que a empresa lançará ações bolsa Argentina. Segundo ele, a Petrobras já tem participação no mercado argentino, por meio da Petrobras Energia. "O que estamos fazendo é oferecer a opção para o argentino que quiser investir também na Petrobras Brasil. Você aumenta a possibilidade de investimentos e a liquidez das negociações internacionais. Não tem nenhuma ação nova, a novidade é que o investidor na bolsa argentina poderá negociar as ações brasileiras", esclareceu Gabrielli. O programa de expansão da Petrobras, informou, inclui a disputa por licenças de exploração de petróleo e gás natural em países como Egito, Turquia, Ucrânia, Tanzânia e Moçambique. Quanto ao programa brasileiro de biodiesel, ressaltou que, embora com grande potencial de crescimento, registra uma produção ainda incipiente.

Fonte: Folha de São Paulo.


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Posted on 29 março 2006 in Economia | Permalink | Comments (0)



Newton Campos



Brasil está condenado a crescer, diz jornal espanhol

O Brasil é um país que oferece "confiança" para os investidores estrangeiros e, depois do Chile, é o país da América Latina que mais segurança oferece a eles, segundo artigo do jornal espanhol Expansión. A avaliação está no relatório anual da empresa de gestão de riscos espanhola AON, que também diz que o Brasil é o país "com a melhora mais significativa com relação aos resultados obtidos em 2005". "O Brasil é um país condenado a crescer. Devido a suas altas taxas de natalidade, o crescimento da economia deve se manter em 6% ou 7%, com um nível alto de inflação", diz Javier Valero, conselheiro da AON, de acordo com o jornal. Segundo Expansión, os analistas da gestora de riscos afirmam que "o sucesso do Brasil se baseia em sua capacidade de cumprir os compromissos internacionais".

Fonte: UOL.


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   março 17, 2006   


Newton Campos

fonte: Unibanco S/A

Inflação e juros
A inflação foi elemento de destaque no mês do carnaval. Depois da elevação em janeiro, devido, em grande parte, aos seguidos aumentos no preço do álcool combustível, registrou-se forte queda em fevereiro, conforme previsto pelo mercado. O IGP-M (Índice Geral de Preços de Mercado), por exemplo, ficou em 0,01% no mês passado, contra 0,92% em janeiro. Ou seja, ainda abaixo do 0,11% projetado pelos analistas. Já o Índice de Preços no Atacado (IPA) do IGP-M registrou deflação de 0,06%, contra 1,10% em janeiro, enquanto o Índice de Preços ao Consumidor ficou em 0,11%, bem abaixo do 0,70% do mês anterior.

Essa queda acentuada na inflação permitiu ao Banco Central (BC) cortar a taxa básica de juros (Selic) em 0,75 ponto percentual na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), nos dias 7 e 8 de março – em 2006 os encontros do Copom são realizados a cada 45 dias, e não mais mensalmente, como nos anos anteriores. No último encontro, a Selic foi reduzida de 17,25% para 16,50% ao ano, podendo encerrar 2006 com uma taxa de 14,25%.

Esta nova redução nos juros ajudará a consolidar um cenário positivo para a economia brasileira. Isto porque os indicadores econômicos refletiram uma retomada nos investimentos e na construção civil e o crescimento no consumo das famílias neste início de ano. Projeções apontam para um crescimento de aproximadamente 4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2006.

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Posted on 17 março 2006 in Economia | Permalink | Comments (0)

   fevereiro 07, 2006   


Newton Campos

I took this interview from the intranet of the IIM Indian Institute of Management alumni Club in India. In the end of 2005 the analyst Tim Beyers spoke with Paul Saffo, director of the Institute for the Future, about what to expect in 2016. Some of the keywords are: robotics, social networks, green movements, spanish language in America, open source softwares, Asian manufacturing...

Tim Beyers: Paul, thanks very much for making time today. Before we get started I'd appreciate it if you'd give us an introduction to what you do and how you do it.

Paul Saffo: Sure. I am a long-range forecaster.

Tim Beyers: What does that mean, exactly?

Paul Saffo: I don't predict; rather, my focus is about understanding uncertainty and translating uncertainty into a meaningful view of what may lie ahead. The Institute is a 35-year-old research foundation dedicated to long-range forecasting and, in particular, the intersection of technology and its impact on society. So, I do spend a lot of time looking at technology, though it is not my exclusive focus.

Continue reading 'Paul Saffo: What to expect to 2016'


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Posted on 7 fevereiro 2006 in Economia, Curiosidades | Permalink | Comments (0)

   janeiro 09, 2006   


Newton Campos

Demanda forte derruba risco-país - Gazeta Mercantil

O grande interesse dos investidores por ativos brasileiros é o que explica em boa parte a queda recente do chamado risco-país. O índice vem batendo recordes de baixa desde meados do ano passado. Na sexta-feira, fechou a 284.

Alexandre Fischer, diretor da consultoria GRC Visão, lembra porém que o Embi e suas oscilações pouco tém a ver com os fundamentos da economia. " É preciso não confundir o Embi com a classificação das agéncias de rating", diz. "As agéncias usam critérios fundamentalistas para a análise, como a relação dívida/PIB do país".

Calculado pelo JPMorgan desde 1994, o índice Embi Brasil virou referéncia mundial para medir o apetite por papéis brasileiros - teoricamente, quanto maior esse apetite melhor é percepção de risco dos investidores sobre o Brasil.

O Embi é uma carteira teórica composta por papéis da dívida soberana brasileira negociados no mercado internacional, e reflete a oscilação média dos preços. Quando sobe, significa queda de confiança no Brasil - e vice-versa. Quando uma empresa (ou País) é confiável e boa pagadora, mais gente quer investir nela. E quanto mais oferta de dinheiro a empresa (ou País) tem, menos precisa pagar de juros.

A pontuação do Embi significa quanto os papéis brasileiros pagam além dos juros dos títulos de dez anos do Tesouro americano. Cada 100 pontos correspondem a um ponto percentual - 284 pontos-base (ou basis points, bps na sigla em inglés) são portanto 2,84 pontos a mais, ao ano, do que os juros americanos, hoje em 4,25%.


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Posted on 9 janeiro 2006 in Economia | Permalink | Comments (0)

   novembro 14, 2005   


Newton Campos

Direto do Blog do Josias de Souza, que por sua vez obteve a notícia no Blog do Banco Mundial

Brasil é destino preferido de transnacionais

O Brasil lidera o ranking de países em desenvolvimento que abrigam filiais das cem maiores corporações transnacionais do mundo. A notícia foi divulgada nesta segunda-feira no blog do Banco Mundial. Entre as gigantes do mundo dos negócios, 75% tém filiais em solo brasileiro.

O país está Á  frente do México que, com 72%, é o segundo destino preferido das multinacionais no naco do planeta que se encontra em fase de desenvolvimento. O Brasil ganha também de Hong-Kong (China); com 67%; de Cingapura, com 65%; e da Argentina, com 63%.

A lista das cem maiores transnacionais inclui logotipos conhecidos. Por exemplo: General Eletric, Vodafone, Ford, Nestlé, Siemens, Unilever, Basf e IBM. Só as duas primeiras, a norte-americana GE e a britânica Vodafone possuem um patrimÁ´nio estimado no exterior de notáveis US$ 250 bilhões.

O levantamento traz o selo de qualidade da UNCTAD, sigla em inglés para Conferéncia das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento. Além da referéncia que fez em seu blog, o Banco Mundial disponibilizou um briefing com os principais resultados da pesquisa . Vale a leitura. Infelizmente, foi redigido na língua inglesa.

Os dados são atualizados até 2003, primeiro ano da gestão Lula. Á? improvável, porém, que tenham sido alterados significativamente desde então. Empresas que instalam filiais no exterior não costumam desmobilizar investimentos ao sabor da conjuntura. Raciocinam no longo prazo.

De acordo com a pesquisa da UNCTAD, depois de uma fase marcada pela consolidação de seus investimentos, as cem maiores transnacionais retomaram o processo de expansão. Ao final de 2003, o patrimÁ´nio dessas empresas no exterior havia aumentado na proporção de 20%. Juntas, empregam fora de seus países sede algo como 7,2 milhões de funcionários, metade da sua força de trabalho.

O estudo mostra que manteve-se praticamente inalterada em relação a 2002 a lista das maiores empresas do mundo. Tém filiais em 39 países estrangeiros. Corporações com sede no Mercado Comum Europeu ocupam mais da metade da relação.

Identificou-se também um padrão histórico na escolha de países para a instalação de filiais. Entre as nações desenvolvidas, os destinos preferidos são o Reino Unido (98% das filiais), os chamados Países Baixos (95%) e os EUA (92%). Na América Latina, os maiores investimentos vém de empresas espanholas.

Escrito por Josias de Souza


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Posted on 14 novembro 2005 in Economia | Permalink | Comments (3)

   setembro 15, 2005   


Newton Campos

Bancos pedem inclusão de Brasil, China, Ándia e Rússia
Gazeta Mercantil 15 de Setembro de 2005

O Instituto de Finanças Internacionais (IIF), que reúne os principais bancos do mundo, pediu ontem a inclusão de Brasil, China, Ándia e Rússia no Grupo dos Sete (G-7). O G-7 é formado pelos sete países mais industrializados, no entanto, sua efetividade tem sido criticada devido Á  auséncia de países como a China, que tém grande influéncia em tudo que é fabricado e vendido no planeta.

O diretor-gerente do IIF, Charles Dallara, propÁ´s em carta ao Fundo Monetário Internacional (FMI) a criação do G-11. "Este novo fórum, que reflete uma era de globalização e a importância crescente dos mercados emergentes, pode e deve oferecer tanto o marco como o ímpeto para a elaboração de políticas visando a garantir o crescimento econÁ´mico mundial com estabilidade de preços", disse Dallara na carta.

Os atuais membros do G-7, criado em 1976, são EUA, Canadá, Japão, França, Reino Unido, Alemanha e Itália. A Rússia participa de reuniões do grupo, formando o G-8. Em reuniões recentes, o G-7 tem convidado outros países. Por exemplo, em sua reunião de junho em Gleneagles, no Reino Unido, estiveram presentes Brasil, México, Ándia, China e África do Sul.

Cautela com emergentes

Dallara enviou sua carta ao Comité Monetário e Financeiro Internacional, uma espécie de órgão executivo da assembléia de membros do FMI, que terá a reunião anual dias 24 e 25 de setembro. Nela, pede cautela aos investidores, quanto aos mercados emergentes, em um momento de uma grande liquidez mundial. "Os investidores devem levar em conta os riscos das economias dos mercados emergentes se o ajuste dos desequilíbrios mundiais não for tranqÁ¼ilo", alertou Dallara.


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Posted on 15 setembro 2005 in Economia | Permalink | Comments (0)

   setembro 04, 2005   


Newton Campos

Estou a publicar este post em contraponto ao post que publiquei no dia 27 de Agosto sobre "Brasil: um país fechado..."

Na semana passada eu e o Prof. António Montes visitamos as seguintes 10 grandes empresas pendentes de visita no Brasil, neste caso, na cidade de São Paulo. Quero destacar a ENORME diferença de mentalidade na administração de RH das empresas desta cidade em comparação ao verificado em outras capitais brasileiras. Sou carioca, nasci e cresci no Rio de Janeiro mas não posso negar que as empresas de São Paulo e seus cidadãos estão MUITO mais conectados ao planeta do que qualquer outra comunidade de negócios brasileira. Neste sentido, entendo que São Paulo deve sim ensinar ao resto do Brasil (principalmente Brasília e outras capitais importantes) de que o Brasil não está sozinho no mundo, e que ficar comemorando exportação recorde de soja, frango e aviões não nos levará a nenhum lugar decente para sustentar nossos quase 190 milhões de compatriotas.

Aprendamos com São Paulo.


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Posted on 4 setembro 2005 in Economia | Permalink | Comments (2)

   agosto 27, 2005   


Newton Campos

Este é um post de opinião pessoal. Pessoal, vocés outros ex-alunos também tém total direito de escrever aqui. Cada dia temos mais leitores, inclusive não alunos. Estive em Porto Alegre e acabo de chegar do Rio de Janeiro. Como vocés sabem, esta semana estamos visitando 20 das 60 maiores empresas do Brasil, com o intuito de conhecer melhor seus departamentos de RH e oferecer as soluções do IE de cursos in-company e placement para nossos ex-alunos. Tenho sinceramente me surpreendido com a falta de preparo destas empresas para atuar no mundo globalizado. Á? impressionante!!! Me dá pena, me dá repulsa, dá até vergonha de ser brasileiro.

Setenta por certo das empresas visitadas até o momento simplesmente ainda não tiveram tempo de olhar para fora do Brasil! PÁ´! Em que mundo este pessoal vive? Onde acham que vamos parar pensando assim? Alguns diretores de RH chegaram a dizer: "já temos muito trabalho com o Brasil", "O Brasil é muito grande". Quando vocé comenta que outras empresas estão entrando alguns ainda comentam: "Aqui tem mercado pra todo mundo". Um bando de irresponsáveis os administradores de várias das maiores empresas brasileiras! Todo mundo satisfeito com sua migalha no fim do més. Estou chegando Á  conclusão de que somos um dos campeões mundiais em empreendedorismo por causa da classe baixa e da classe média que batalham para se virar.

As pessoas deste país pensam muito pequeno. Estive no ano passado com o presidente de um dos maiores bancos privados do Brasil. Lhe fiz uma pergunta fácil e direta: "Tém vários bancos estrangeiros entrando no Brasil, vocés não pensam em se internacionalizar?" O mané (desculpem-me a expressão) disse que já tinham trabalho suficiente no Brasil e que não podiam despender enforços para entrar em mercados estranhos. Pensando assim, acho que este banco não chegará muito longe. Algum dia um belo HSBC ou um Santander da vida compram esta porcaria de banco brasileiro que só olha pro seu próprio umbigo.

Quando fiz o MBA em Madri, ao saber que uma famosa rede de fast-food nacional queria se expandir por Portugal e Espanha entrei imediatamente em contato para saber como eu poderia ajudar. Tinha capital para abrir uma loja, poderia encontrar um bom ponto, conhecia o mercado espanhol, tinha contatos locais. A empresa, que levou 3 meses para me responder, disse que já tinha tudo sobre controle e não precisava de ajuda nenhuma. Hoje vocé vé a merda que eles fizeram na Espanha e fala: "quanta incompeténcia, estão conseguindo estragar uma marca boa".

A entrada do Guaraná da Ambev na Espanha também foi deplorável. Acompanhei tudo relativamente de perto. Desculpe-me o profissional que cuidou do processo, mas se nota que esta pessoa nunca nem chegou perto de uma sala de aula de primeiro nível. Logo a Ambev que respeito tanto administrativamente.

Enfim, queria desabafar sobre este assunto. Tenho visto muitos outros "cases" que provam o quanto ainda somos fechados para o mundo e fracos ao lidar com outros mercados. Tenho visto estrangeiros querendo levar marcas brasileiras pra fora e as empresas aqui se fazendo de difícil. As empresas aqui não viajam, são preguiçosas. Acham que abrir um escritório de representação no México ou em Bruxelas é para empresa milionária. Administradores brasileiros, abram suas cabeças! Mandem seus funcionários pra fora, contratem estrangeiros! O mundo não vai ficar esperando a gente acordar, vai simplesmente nos atropelar.

Newton Campos
International MBA 2001


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Posted on 27 agosto 2005 in Economia | Permalink | Comments (0)

   julho 12, 2005   


Newton Campos

Brasil ganha uma posição e é a 14ª economia do mundo

CINGAPURA (Reuters) - O Brasil subiu de 15ª para 14ª maior economia do mundo em 2004.

O país ficou Á  frente de nações como Suécia, Suíça, Holanda e Rússia. As maiores economias do mundo são as de Estados Unidos, Japão e Alemanha.

A Argentina aparece como a terceira maior economia latino-americana, no 35º lugar na tabela geral.

Entre os países latino-americanos, o Brasil só perde para o México, que é o 12º colocado. Alguns outros exemplos das posições de latinos são Venezuela (38º posto da lista geral), ColÁ´mbia (43º), Chile (45º), Peru (52º) e Equador (63º).

Segundo o Bird, em 2004, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro era de cerca de US$ 605 bilhões, abaixo dos US$ 676 bilhões do México.

O PIB da Argentina somou cerca de US$ 151 bilhões no ano passado e o da Venezuela, US$ 109 bilhões.

Classificação mundial

Os primeiros sete países da lista foram os mesmos de 2003. A Espanha superou o Canadá como oitava maior economia.

As 20 maiores economias do mundo são Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, China, Espanha, Canadá, Ándia, Coréia do Sul, México, Austrália, Brasil, Rússia, Holanda, Suíça, Bélgica, Suécia e Turquia.


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Posted on 12 julho 2005 in Economia | Permalink | Comments (3)

   julho 05, 2005   


Newton Campos

Estamos num novo século, com um novo cenário. Muitos não perceberam ainda.
Á? isso que dá ficar seguindo os americanos e suas Escolas ultrapassadas...
Á?timo artigo de um livro que parece ser interessante. Á? um pouco longo mas vale a pena.

Three Billion New Capitalists: Consider the Outsource
By HENRY BLODGET
Published: July 3, 2005

Here's the story. In the golden age, 1950-73, we had it all -- low-cost manufacturing, rising wages, technological dominance, a highly educated and motivated work force, a trade surplus. Until 1971, our reserve currency was backed by gold, forcing us to be responsible. We had control over our economic destiny. Since then, bit by bit, we've lost much of our strength and are in danger of losing the rest.

Our first problem is the surge in competitiveness on the part of the rest of the world, especially China and India, a trend Thomas L. Friedman analyzes in detail in ''The World Is Flat.'' Even if the playing field were level -- which it isn't -- we would not be able to compete with the combination of low-cost labor, talent and fire in the belly of these two behemoths. Our second problem is that we still think we're living in the golden age. In fact, we suffer from a misguided sense of superiority, profligate spending habits, a weak education system, mammoth debts, a ballooning trade deficit and a religious devotion to free-trade theories developed before the Industrial Revolution.

Each of these issues could consume a book, but Prestowitz, president of the Economic Strategy Institute and a trade negotiator in the Reagan administration, packs them into one. The heart of the question, as he sees it, is that we are not defending the jewel in our economic crown -- our technology and manufacturing capabilities -- but are instead waxing poetic about the virtues of free trade while more practical countries walk off with our loot. This, he contends, will lead to the gutting of our economy, with well-paid skilled jobs replaced by low-paid menial ones, and an America in hock to the world's next economic leaders.

Globalization, of course, is nothing new. The ''hollowing out'' debate hinges on whether the United States can replace the jobs it loses with equal or better ones. Capitalism is fueled by Schumpeter's creative destruction -- new forever displacing old -- and this country has thrived through transitions from agriculture to manufacturing to automation to outsourcing to services. Free-trade advocates argue that globalization is just the latest phase of a continuing evolution. Trade hawks like Prestowitz argue that now is different because of the sheer size of India and China and our inadequate response to the new situation.

Globalization has always been a touchy subject (after all, Americans lose jobs when companies move production and services overseas) -- so touchy that most popular discussion of it is inflammatory or inane or both. Last year, John Kerry branded corporations and executives who send jobs offshore ''Benedict Arnold companies and C.E.O.'s,'' and a White House adviser, N. Gregory Mankiw, provoked many a storm by suggesting that offshoring was actually beneficial because, among other things, it lowers prices and makes labor available for new opportunities. Mankiw may have been impolitic, but Kerry was just pandering. If the choice is go offshore or go out of business, a chief executive doesn't have a choice.

Prestowitz acknowledges that many companies can't survive today without offshoring, but argues that we often abandon industries we could continue to dominate and so lose the ability to lead the next wave of innovation. He lays the blame on government, not the private sector. ''Whether it recognizes the fact or not,'' he declares, ''the United States has a de facto economic strategy, and right now it is to send the country's most important industries overseas.'' He observes, moreover, that the benefits of offshoring go beyond cost:

''You do save money,'' a senior manager at the semiconductor equipment maker KLA-Tencor says about sending work to India. ''But pretty soon, you realize the work is getting done faster and better, and you start sending more and more of it. You also start sending more advanced work and then have to figure out what, if anything, you really don't want to send.''

The work is getting done faster and better, Prestowitz argues, because Indians are not only hungrier than we are, but better educated. China, India, Japan and Europe all churn out more science and engineering degrees than we do. Worse -- and downright embarrassing -- is the state of American education. Globally, our 12th-graders rank only in the 10th percentile in math (that's 10th percentile, not 10th). Our students also rank first in their assessment of their own performance: we're not only poorly prepared, we have delusions of grandeur.

One common argument against the hollowing-out theory is that we can afford to lose jobs in low-tech manufacturing because we retain our high-tech design and manufacturing capabilities. Prestowitz counters that China's and India's incentives and resources are so compelling that the high-tech work is leaving, too.

Another argument is that a revaluation of the yuan will curb imports and stimulate exports, thus repairing the trade deficit. In fact, Prestowitz asserts, our manufacturing capacity has been so gutted that we can't export our way out, even if the dollar's value drops to zero. The only path is to cut spending.

But Prestowitz risks sounding like Chicken Little when he pronounces the globalization of today more than just another ''gale of creative destruction'' to which our economy will eventually adapt. Manufacturing has long been declining as a percentage of the United States economy, but the jobs lost have been more than offset by growth in services (in health care, financial services, law, retailing, and so on). Prestowitz points out that services are now being offshored, too, but not (yet) at a rate threatening our main growth industries. The McKinsey Global Institute, for example, reports that while 24 million Americans switch jobs each year, only 3 million jobs are estimated to go offshore by 2015.

The critical question, still to be satisfactorily answered, is whether offshoring produces net economic gain or loss. Prestowitz deconstructs an oft-cited McKinsey study concluding that each $1 of spending sent offshore results in an overall gain in the gross domestic product of $1.12 to $1.14. He points out the study relies on data suggesting that 69 percent of displaced workers found jobs at an average of 97 percent of their former pay. This leaves 31 percent who didn't find new jobs. Not only that, ''if employers took McKinsey's advice to increase their offshoring,'' he says, the gain would quickly become a loss.

In America's boom time, government-business cooperation was considered anathema to free-market principles -- ''Politicians shouldn't pick winners and losers!'' In Prestowitz's view, the laissez-faire trade theories of the 19th century have no place in 2005; since he holds that many of our successes have resulted from public-private collaboration, most of his proposals for maintaining American competitiveness boil down to government taking a more active role. Pay teachers more. Help workers move between jobs by offering wage insurance and portable health coverage. Reduce oil consumption by providing incentives for efficient cars (and include S.U.V.'s in mileage regulations). Tax spending, not saving. Help strategic industries with federal loan guarantees and grants. Call ''a new Bretton Woods Conference'' to set steps for reducing the role of the dollar in the world economy and so defuse the trade-deficit bomb. Whatever you think about offshoring, most of these ideas are no-brainers.

The Great Shift of Wealth and Power to the East.
By Clyde Prestowitz.
321 pp. Basic Books. $26.95.


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